
Escreves-me uma carta a pedires-me para ser eterno?
Eterno?!
Que porra é essa de quereres sempre menos do que aquilo que tens? Queres viver sobre a condição do para sempre, limitado a viver e a viver e sem a liberdade de decidires quando é o fim? Com certeza que não sabes o que é estar cansado e ter de continuar.
Não poder morrer? Insano.
Peço que não te limites, e espero que saibas ser infinito sem seres eterno. Se me pedires mais tempo, eu dou-te: Nem todos correm à mesma velocidade. Mas não me peças para seres eterno, eu não gosto de prisões. Imaginas a ironia? A prisão da vida.
Espero que aprendas a viver assim e espero que, na altura, saibas morrer com glória.