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25 junho 2011

Novelty


A tua vida foi um comboio de rock n' roll puxado por unicórnios de lâmpadas mentais que faziam ricochete com a Lua numa manhã onde os eucaliptos espirravam fresco para cima de nós, que fugíamos dos bigodes de baleia que os passageiros usavam como colar em vez de queimarem o mar.

24 dezembro 2010

Carácteres ferrenhos


Eu sou meio esquesito.
Perante as situações más e confusas, enfrento-as discretamente: não grito, não me esperneio nem luto. Recolho-me na minha concha e o mundo que se resolva.
Há-de ele resolver-se?
Não sei, não me interessa. Uma posição completamente passiva quanto a confrontações.
Abana-se a cabeça, concorda-se com o errado, rendemo-nos a tudo. E a nós próprios.
Deixai fluir a natureza.
E sofre-se, pune-se assim por toda a vida por nem sequer se ter suspirado em protesto. Pois, para quê garantir a minha única felicidade se posso gerar a felicidade de muitos outros simultâneamente? É melhor assim, é melhor assim.
Há que querer o bem dos outros. Sabe-lhes bem.
Injustiças acumulam-se cá dentro, sem defesas por minha parte, homem submisso quanto à razão alheia. Sacrifícios são apenas um contacto com o nosso interior.
São?
Depois explode-se.
Explode-se o mundo num grito, parte-se a casa com um só toque e as veias do pescoço ficam da largura do céu. Jorra-se fluídos vermelhos na cara das pessoas; eu com a raiva, elas com a revolta do sangue na cara. Feitiços mentais, voodoos e macumbas.
Enfiar três dedos na traqueia, arrancar corações, trincá-los e fazê-los de pastilha elástica. Com os donos vivos, assistindo o espetáculo da vida deles.

Recompensar o que nos foi dado.
Pois quando se recebe é preciso dar, não é verdade?


Agora, ainda lhes sabe bem?