O manto grosso de pelo de ovelha já não lembro quanto custou, porque a luxúria não tem preço. Aqueci a caneca feita de bambu com chocolate quente e vesti o pelo bruto. O manto arrastava-me pelos pés, limpando o sujo que os meus pés descalços deixavam pelos diamantes incrustados no chão de mármore preto representando o céu. O cadeirão alto e estreito, forrado a pele humana albina confortou-me os glúteos trabalhados e olhei para o mundo através da pequena janela monitorizada.
Não senti falta da cama real, nem mesmo quando o chocolate quente acabou e o bambu esfriou. Porque o Homem é sempre Senhor do seu palácio.
Não senti falta da cama real, nem mesmo quando o chocolate quente acabou e o bambu esfriou. Porque o Homem é sempre Senhor do seu palácio.