A nossa vida era feita dessa energia elitista e calma de quem espera de filosofia dançante pela morte. A nossa vida passava-se dentro dessa música jazz feita nos palcos de Montreal, com Tom Jobim bem lá no fundo a fazer magia. A orquestra era o público, era sempre assim. E nós dançávamos à espera da morte, porque isso preenchia-nos a vida e dançávamos aos pares e individualmente, entre paredes sem luz que nos separavam do mundo actual. A nossa esfera universal era aquilo.
