14 novembro 2010

Lê-se devagar.



As músicas de Natal sempre foram eternas, ao deixarem-nos num período quente, nosso, como as meias de lã que usávamos ao descer as escadas para abrir as prendas, que eram imensas, fazendo-nos ter o mundo aos pés da nossa infância, esperando que o pai natal viesse metaforizando a cereja no topo do bolo, em vez de dizer que pareciamos uma bola de neve gigante debaixo daqueles kispos que nos serviam de mantas ao embrulharem-nos como prendas cujos nossos pais se conscientizavam, dando-nos na testa beijos quentes como lareira de tão felizes por nos darem tudo o que podiam ou queriam, mesmo sabendo que o Natal era de todos os que ouviam as músicas eternas acompanhadas do perú recheado que só a tia afastada sabia fazer e que nós sempre guardavamos um pouco mais no estômago já dilatado, como se o gosto permanecesse lá durante a digestão e o recheio nos caramelizasse as maçãs para comermos antes de dormir a pensar onde o Rodolfo do nariz vermelho estaria a voar ou a guiar aquele tão adorado camião onde "o mundo dos brinquedos é do Continente onde tudo tem mais fantasia" para dar e agradar as fatias douradas que esperam por ser comidas.

3 comentários:

  1. Ahahaha essa musica é tão fofinhaa *.*
    Ainda falta um bocadinho para o natal :b

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  2. Aquele brilho nos olhos que uma vez tive o prazer de ter é agora das poucas coisas que gosto de ver nesta época do ano!
    bom texto!

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