13 fevereiro 2011

Armaduras


São rochas no corpo, enraizadas em matrizes pommes completas de areia que nos precipitam a língua. Punhados de groselhas fecham-se sobre os mapas das palmas das mãos e a força trava-nos um brinde eléctrico e homogénico. Os orgãos gritam-nos no corpo e as cordas vocais afinam-se, fazendo o corpo trabalhar como uma locomotiva sem descanço. Rejeitam-se os dejectos e bebe-se os fluidos dos deuses. Compõe-se a postura, orienta-se bem a língua e a armadura sobe-nos à pele.

3 comentários:

  1. Confessando-me, ainda estou à espera da tua visita. Eu sinto falta da tua companhia nas horas de maior inspiração, dos telefonemas tão doces quanto mel e, sobretudo, de olhar para o meu ecrã e te ver por lá. Sobretudo dos nossos olhares ricos que nem tesouros. Sobretudo disso.

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