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13 dezembro 2012

Baby

Todos os lugares foram grutas onde fizemos amor. Todas as pedras seguraram os pássaros que nos embalavam a dança da corte que aprendemos a fazer um com o outro. Todos os Reis e Condeças testemunharam o nosso caminho ao sagrado. E todos os deuses receberam a nossa apoteose sem qualquer problema com a nudez. A nudez do teu sexo e das tuas bochechas rosadas, contraste com a pele branca que refletia o sol no topo da serra. Ali, tu brilhavas.
 Todos os dias inventávamos canções, todas as histórias eram nossas, de mãos dadas, e todos os cães sorriam com o rabo ao ver-nos assim. Porque nós falávamos com eles. Todas as roupas serviram de manta e todos os beijos foram o primeiro. E todas as rochas em que nos deitámos estão marcadas, pelo cheiro, pelo desgaste, por mais que tenha sido pouco, que lá fizemos, deitados, a fazer amor.
 É por isso que foi sagrado.